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14 de abril de 2021 (5 meses atrás)

Doença de Parkinson: 8 coisas que você precisa saber

A doença de Parkinson está presente na vida de milhares de brasileiros. De acordo com um estudo realizado em Minas Gerais, no ano de 2020, estima-se que sejam mais de 600 mil pacientes em todos o território, isso sem contar com as possíveis manifestações em pessoas mais jovens. Por isso, é importante se manter atento aos sinais e histórico familiar, pois essa doença pode ser hereditária. Confira nesse artigo algumas coisas que você precisa saber sobre a doença de Parkinson.

 

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O que é a doença de Parkinson?

A doença de Parkinson é uma doença degenerativa que atinge diretamente o sistema nervoso central e atua de maneira crônica. É causada pela redução drástica do neurotransmissor dopamina – ele que é responsável por enviar as mensagens do nosso cérebro para o restante do corpo para as ações, tanto involuntárias como voluntárias. Um exemplo da sua ação involuntária é no piscar dos olhos, que ocorre de forma automática onde não precisamos pensar para que as pálpebras se fechem. Já voluntária é quando movemos a mão para assinar um papel ou acenar para alguém na rua.

 

Qual a causa dos tremores na doença de Parkinson?

Conforme envelhecemos, naturalmente o nosso corpo começa a diminuir a produção das células nervosas que produzem a dopamina. No caso da doença de Parkinson, essa redução ocorre de maneira mais bruta e rápida.
Cientistas tenta encontrar a cerne da manifestação da doença, porém até o momento a causa raiz ainda não foi identificada, uma vez que eles chegaram a conclusões que há mais de um fator causador, podendo ainda ser genético ou ambiental.
O que sente um paciente com a doença de Parkinson?
A doença apresenta diversos sinais, sendo alguns deles a lentidão motora, rigidez nas juntas (cotovelo, joelho, nós dos dedos, tornozelos e punhos), tremores em momentos de repouso – que geralmente afetam mais um lado do corpo e são mais visíveis nos membros superiores, e desequilíbrio.
Há ainda alguns sintomas não motores como a perda do olfato, paladar e outros sentidos, assim como insônia ou intestino desregular.

 

Tremores

Vale ressaltar que existem algumas formas de tremores e que devemos ficar atentos para não confundir e se alarmar. O tremor de repouso ocorre quando a pessoa, mesmo com a mão relaxada ou parada, possui algum indício de tremor.
Outro também conhecido, é o tremor essencial, ocorre quando a pessoa está realizando uma ação como levantar um garfo ou escrevendo. Quando há ligação com o Parkinson, esse tremor não para, mesmo quando a pessoa está em repouso.
É importante ressaltar que há casos de pacientes com Parkinson que não possuem tremores, lembrando que outros sintomas podem ser ligados a lentidão nos movimentos ou enrijecimento dos músculos. Por isso é importante sempre um acompanhamento médico para os tratamentos de acordo com a necessidade de cada indivíduo.

 

Como é feito o diagnóstico?

Primeiramente o médico fará a anamnese, identificar as reclamações do paciente e verificar o histórico familiar. Depois deverá pedir alguns exames complementares, um deles é o EEG (eletroencefalograma), tomografia e ressonância magnética. Esse acompanhamento deve ser iniciado dessa forma, pois existem algumas outras doenças que podem ser confundidas com o Parkinson e devem ser descartadas para um diagnóstico assertivo e o tratamento mais eficaz.

 

Qual o tratamento inicial para a doença?

A doença de Parkinson possui tratamento, porém até o momento não foi encontrada uma cura. O tratamento em si age de forma sintomática, ou seja, repõe os déficits de dopamina no organismo, reduzindo assim os tremores e auxiliando na transmissão das mensagens feitas pela substância. Deve ser feito acompanhamento ao longo da vida para uma qualidade eficaz do tratamento.

Além disso, caso não tenha sucesso no tratamento com medicamentos, o paciente pode ser indicado à cirurgia, porém deve ser visto caso a caso, pois são mais delicadas e auxiliam apenas na redução dos sintomas.

Outra situação é que o paciente deve ser acompanhado constantemente por outras especialidades, como fonoaudiólogo, nutricionista e indicado a realizar atividades físicas. Elas por sua vez

estimulam o corpo a não ficar parado, aumentando a qualidade de vida da pessoa e evitando o atrofiamento de músculos – quadro muito comum com a evolução da doença.
Lembrando que é possível ter uma vida longa e completa mesmo com o diagnóstico. O paciente deve apenas manter o tratamento, uma alimentação saudável e uma rotina de atividades. Ouça nosso podcast e conheça mais detalhes sobre a doença e seus tratamentos.

 

Parkinson é uma doença apenas da terceira idade?

Esse é um mito muito comum. A verdade é que 10 a 20% dos pacientes são diagnosticados até os 40 anos, por isso, independentemente da idade, é preciso ficar atento aos sintomas e procurar um médico para um acompanhamento completo. Um exemplo conhecido é o ator Michael J. Fox que foi diagnosticado com pouco mais de 30 anos. O tratamento precoce também auxilia numa evolução mais lenta da doença e uma vida mais saudável para o paciente.

 

Dia 11/04 – Dia mundial da Doença de Parkinson

A doença que foi descrita pela primeira vez em 1817 por James Parkinson como uma enfermidade neurológica é conhecida mundialmente. Como características mais visíveis muitas vezes causam desconforto no paciente em socialização e por isso é importante o apoio familiar neste momento, para acompanhar, acolher e auxiliar nas atividades diárias. Inclusive são vistos melhores aproveitamentos de pacientes que possuem o círculo familiar próximo.

 

Papo de Doutor – Doença de Parkinson

Assista ao episódio do programa Papo de Doutor sobre a doença de Parkinson. O Doutor Henrique Ballalai compartilhou seus conhecimentos com a gente sobre o assunto, como as características, tratamentos e qualidade de vida dos pacientes que possuem essa doença.

 

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Fontes

 

Claudio Correa

Dom Total

Saúde Abril

Einstein

Patos Notícias

 

 

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