Setembro Amarelo - Conheça a Jornada da Saúde Mental

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Setembro Amarelo – Conheça a Jornada da Saúde Mental


“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.

Ouça o episódio do ApsenCast sobre o suicídio:

 

 

É com essa frase e esse pensamento de Carl Jung, psiquiatra, psicoterapeuta e fundador da psicologia analítica, que começamos a falar sobre o movimento do Setembro Amarelo. Não queremos que esse seja apenas mais um artigo sobre o tema, mas que, a cada palavra lida aqui, você possa sentir todo o nosso cuidado. A saúde mental faz parte das pautas da Apsen durante todo o ano e agora, no mês de setembro, preparamos a Jornada da Saúde Mental, com diversos conteúdos conectados ao Setembro Amarelo, com o objetivo de levar a você informação e acolhimento, porque a sua vida é importante.

 

O que é o movimento Setembro Amarelo?

 

Setembro Amarelo - Apsen

 

O movimento Setembro Amarelo é uma iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), que desde 2014, traz luz para o suicídio, um assunto que é considerado como tabu por grande parte da sociedade. As pessoas têm certo medo/receio de falar sobre o suicídio, levantando o estereótipo completamente equivocado que falar sobre suicídio incentiva pessoas a cometerem suicídio. Na verdade, é exatamente o oposto: falar sobre suicídio salva muitas vidas. O dia 10 de setembro é o dia mundial de prevenção ao suicídio, mas a campanha acontece durante o mês de setembro inteiro.

 

Jornada da Saúde Mental

 

A Apsen trata esse assunto com muita responsabilidade e carinho, se unindo ao movimento Setembro Amarelo há anos, seja com campanhas de endomarketing para conscientizar e acolher seus colaboradores, ou com campanhas para o público geral, que é o caso da Jornada da Saúde Mental, nesse ano de 2020, um ano que tem exigido muito de nós. Saiba mais sobre esse movimento da Apsen a favor da vida.

 

Durante o mês de setembro, realizamos lives semanais abordando temas relacionados à saúde mental e ao movimento do Setembro Amarelo. A primeira live foi realizada exclusivamente para os colaboradores da Apsen, com o intuito de conscientizar e acolher os nossos. As outras lives semanais foram abertas ao público e transmitidas nas redes sociais da Apsen, para que mais pessoas fossem alcançadas e acolhidas. Os assuntos abordados foram:

 

  • 03/09 – Suicídio na adolescência – Do bullying às pressões sociais: os desafios da saúde mental na adolescência
  • 10/09 – Suicídio na 3ª idade: como enfrentar esse tabu?
  • 17/10 – Transtorno Mental X Doença Mental, como esses problemas podem levar ao suicídio?
  • 24/09 – Abuso de drogas e outras substâncias: um gatilho para o suicídio.

 

A seguir, vamos falar um pouco mais sobre cada um desses tópicos.

 

Suicídio na adolescência

 

Conforme informações da Organização das Nações Unidas (ONU), o suicídio foi a segunda principal causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos, ficando atrás apenas dos acidentes de carro. Dados como esse nos deixam preocupados, porque muitos de nós temos adolescentes em casa e nem sempre percebemos os sinais de alerta. Veja a seguir alguns pontos que devem ser observados quando falamos de suicídio na adolescência

 

Dados sobre o suicídio na adolescência

 

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que os índices de suicídio entre adolescentes cresceram 24% nas grandes cidades brasileiras, entre 2006 e 2015. As meninas realizam mais tentativas, mas a consumação do suicídio pelos meninos chega a ser três vezes maior.

 

Mudanças comportamentais, divórcio dos pais, bullying… São muitos os fatores que podem desencadear a ideação suicida em nossos jovens. A depressão é uma ameaça real à vida dos adolescentes, por isso merece atenção especial. Seu tratamento é multidisciplinar e o acolhimento da família é fundamental.

 

Assista a live sobre suicídio na adolescência, a primeira da Jornada da Saúde Mental, que aconteceu no dia 03 de setembro, conduzida pelo doutor Arthur H. Danila, Médico formado e especialista em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Especialista em Medicina do Estilo de Vida pelo International Board of Lifestyle Medicine, Coordenador do Programa de Mudança de Hábito e Estilo de Vida do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP e Coordenador do Serviço de Acolhimento Integrado do Núcleo de Apoio ao Estudante da FMUSP, e aprofundou ainda mais nesse assunto tão importante.

 

 

Suicídio na terceira idade: como enfrentar esse tabu?

 

Que o suicídio entre idosos existe, isso ninguém pode negar. Mas outro fato é que pouco se fala sobre o assunto ainda, tanto no Brasil, quanto mundialmente. Existem poucos dados no Brasil sobre o assunto, mas um estudo aponta o crescimento de 215,7% nos casos de suicídio na velhice entre 1980 e 2012. Assim como nos casos de suicídio na adolescência, na terceira idade também existe uma maioria de suicídios entre homens, chegando à uma relação de 12 suicídios entre homens para 1 suicídio feminino.

 

As causas mais comuns para o suicídio na fase idosa da vida são o isolamento social – muito antes da pandemia – e as perdas que eles passam no decorrer da vida. A perda do cônjuge, de membros da família e de amigos pode gerar a ideação suicida e fazer com que a pessoa queira antecipar o fim da vida. Também podemos citar outras perdas que possuem impacto significativo na qualidade de vida dos mais velhos, como a perda da saúde e, consequentemente, da autonomia e independência.

 

Quando falamos de idosos, não é necessariamente daqueles velhinhos que estão em um asilo. Podem ser nossos pais, tios, avôs ou sogros, que talvez estejam enfrentando uma depressão que gere ideações suicidas e nós não sabemos. Por isso, o acolhimento destes idosos é muito importante. Envolver os mais experientes nas atividades da casa aumenta o senso de pertencimento e o bem-estar. Incentivar a prática de atividades físicas e cognitivas também é benéfico para a saúde mental e ajudam na prevenção do suicídio nessa fase de vida.

 

Assista à live sobre suicídio na terceira idade que aconteceu no dia 10/09/2020 e foi conduzida pelo Dr. Elson Asevedo, psiquiatra e pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina, diretor do Instituto Conversas de Vida – Centro de Promoção de Esperança e Prevenção de Suicídio, Diretor clínico do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental CAISM/UNIFESP e Global Mental Health Scholar pela Columbia University, NY.

 

 

Transtorno Mental X Doença Mental, como esses problemas podem levar ao suicídio?

 

A saúde mental está diretamente ligada aos casos de suicídio, mas antes de falarmos dessa relação, é importante deixar claro que há uma diferença entre transtorno mental e doença mental. Entender isso pode ser fundamental para o tratamento adequado e, consequentemente, evitar danos maiores e irreparáveis, como o suicídio.

 

A Organização Mundial da Saúde classifica o termo “doença” como a ausência da saúde. Doença mental é um estado anormal do organismo, possui sintomas e características próprios, que alteram funções físicas e psicológicas. Já o transtorno é um estado alterado da saúde, mas nem sempre está ligado diretamente à alguma doença.

 

A relação entre os casos de suicídio e transtornos mentais chega a mais de 96%, sendo os principais deles a depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias, ocupando as três primeiras posições respectivamente.

 

Não precisamos ir muito longe para vermos casos reais de transtornos mentais. Muitas vezes, basta olharmos para dentro da nossa casa, ou até mesmo no espelho. 1 a cada 4 pessoas já pensou em cometer suicídio para acabar com um sofrimento intenso causado por esses transtornos mentais, seja por sintomas da depressão, ansiedade, bipolaridade ou abuso de substâncias. Por isso é extremamente importante olhar com muito carinho para esse assunto. Mais uma vez, tratamento multidisciplinar e o apoio da família e amigos é fundamental.

 

Assista à live sobre transtornos mentais que aconteceu no dia 17/09/2020 e foi conduzida pela Dra. Sheila Cavalcante Caetano, professora adjunto do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina / UNIFESP, psiquiatra da Infância e Adolescência, coordenadora do DICA – Desenvolvimento integral de crianças e adolescentes e responsável pelo VIDA – serviço de suicídio da EPM / UNIFESP.

 

 

Abuso de drogas e outras substâncias: um gatilho para o suicídio.

 

Se falarmos sobre abuso de drogas, qual a primeira que vem na sua mente? Crack? Cocaína? LSD? Claro que esses são exemplos claros de drogas tidas como ilícitas e que devem ser evitadas, mas muitas vezes acabamos fazendo vista grossa para outra droga tão lesiva e letal quanto as outras: o álcool.

 

O álcool é considerado como porta de entrada para as outras drogas, mas ele por si só já possui potencial de acabar com a vida das pessoas. Isso porque estamos falando de uma substância regularizada e de fácil acesso, que muitas vezes acaba servindo como válvula de escape para os problemas e que pode agravar transtornos mentais.

 

O abuso de álcool, drogas e outras substâncias é um fator de risco para o suicídio, especialmente entre jovens, que frequentemente fazem uso destes antes de atentar contra a própria vida. A dependência pode funcionar como um aprisionador, que coloca a pessoa em um ciclo de desconfortos, ou como um alívio para os sintomas de outras condições, como os da depressão.

 

A ligação entre o abuso de substâncias e o suicídio geralmente mostra sinais prévios que devem ser observados com muita atenção, como:

 

  • Isolamento
  • Mudança de comportamento
  • Falta de perspectiva e planos futuros
  • Sofrimento psíquico
  • Violência
  • Dificuldade para manter relacionamentos afetivos.

 

Assista à  live sobre abuso de álcool e outras substâncias que aconteceu no dia 24/09/2020 e foi conduzida pelo Dr. Elson Asevedo, psiquiatra e pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina, diretor do Instituto Conversas de Vida – Centro de Promoção de Esperança e Prevenção de Suicídio, Diretor clínico do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental CAISM/UNIFESP e Global Mental Health Scholar pela Columbia University, NY.

 

 

Lembre-se que você não precisa fazer parte das estatísticas. O Centro de Valorização à Vida (CVV) está disponível para te ouvir em diversos canais. Saiba mais clicando aqui.

 

A Apsen seguirá dando toda atenção que o assunto merece, não só em setembro, mas durante todo o ano, porque para nós, o cuidado que transforma também salva vidas. Você pode acompanhar mais materiais da Apsen sobre saúde mental em nosso podcast e em nosso canal do YouTube, pelo programa Papo de Doutor.

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