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Saúde Digestiva

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1 mês atrás

A intolerância à lactose pode surgir em qualquer idade?

Segundo alguns dados de pesquisas brasileiras, entre 35% e 75% da população do país possui algum nível de intolerância à lactose.

 

Essa intolerância ocorre por conta da dificuldade de algumas pessoas – total ou parcial – em digerir os açúcares existentes no leite e em seus derivados. A explicação para isso está na deficiência da produção da lactase por alguns organismos, uma enzima capaz de quebrar e digerir a lactose, que é o açúcar presente no leite, formado por dois carboidratos específicos: a glicose e a galactose.

 

A intolerância a lactose pode surgir em qualquer idade?

 

Mas será que a intolerância à lactose pode surgir em qualquer idade, mesmo em indivíduos que não apresentavam problemas com a ingestão de lactose anteriormente?

 

A resposta é sim, e a seguir, vamos te explicar o porquê.

 

Como surge a intolerância à lactose?

 

Ao nascermos, por conta da amamentação, a atividade da lactase em nosso intestino é alta, trazendo para nossa microbiota intestinal uma série de microrganismos que auxiliam a reforçar nossa imunidade, garantir valor nutricional e auxiliar no desenvolvimento de nossos órgãos, ossos e afins. Entretanto, essa atividade da lactase declina gradualmente em nosso corpo logo após o desmame.

 

Ainda que possamos incluir em nossa dieta o consumo de leite de outros animais, bem como seus derivados, a composição química destes produtos não é exatamente a mesma do leite materno humano. Quando ocorre a falta da enzima lactase, que é uma boa fonte de energia para os microrganismos do cólon, a lactose é fermentada com ácido láctico, metano e gás hidrogênio. O gás produzido cria uma sensação de desconforto, que pode causar distensão abdominal e flatulência. O ácido láctico produzido pelos microrganismos acaba trazendo água para o intestino, assim como a lactose não digerida, resultando em diarreia.

 

 

Quais os sintomas comuns de intolerância à lactose?

 

Entre os sintomas mais comuns para quem apresenta algum nível de intolerância à lactose podem-se citar dores e inchaços abdominais, gases, diarreia e outros tipos de desconforto, além de flatulência, constipação intestinal, distensão abdominal e náuseas, em maior e menor escala, dependendo da quantidade de lactose ingerida, do grau de deficiência de lactase no organismo e até mesmo da forma como o alimento é consumido.

 

A intolerância à lactose pode surgir em qualquer idade?

 

Como vimos anteriormente, a intolerância pode surgir de diferentes formas, mas consiste basicamente na deficiência do nosso corpo em produzir a enzima lactase, e isso pode ocorrer, sim, em qualquer idade; do desmame à vida adulta.

 

É mais comum nos primeiros anos da infância, e alguns estudos indicam que, mesmo nessa época, a idade para apresentar os primeiros sintomas pode variar de acordo com fatores étnicos, sendo mais precoce em crianças de origem negra e mais tardia em crianças de origem branca. Isso pode ocorrer por conta da evolução de grupos sociais humanos distintos que, desde antigamente, consumiam o leite de animais domesticados ou não tinham este hábito.

 

Entretanto, mesmo na adolescência ou vida adulta, independente da origem étnica do indivíduo, é possível apresentar deficiência de lactase, com o organismo simplesmente reduzindo sua produção.

 

Existem tipos diferentes de intolerância à lactose?

 

Sim. De um modo geral, podemos citar três tipos diferentes de intolerância.

 

  • A intolerância congênita, mais rara, é onde o bebê já nasce com deficiência na produção de lactase, apresentando diarreia logo após a amamentação ou ingestão de alimentos lácteos.

 

  • Já a intolerância primária ou genética é a mais comum, surgida da ausência parcial ou total da lactase e desenvolvida na infância gradualmente após o desmame, ou em diferentes idades.

 

  • Há também a chamada intolerância secundária ou adquirida, que advém de lesões no intestino delgado ou como sequela de alguma doença, como doença celíaca, gastroenterite, desnutrição, colite ulcerativa ou processos de quimioterapia, o que também pode ocorrer em qualquer idade.

 

 

Quais outros males a intolerância à lactose pode trazer?

 

Uma das formas mais simples de contornar a intolerância à lactose é remover alimentos lácteos da dieta. Sem o consumo de leite, requeijão, creme de leite, manteiga, queijos, iogurtes e demais derivados do leite, o indivíduo não precisará enfrentar a deficiência na produção de lactase para digerir a lactose destes produtos, e não apresentará os sintomas que citamos acima.

 

Entretanto, deve-se lembrar que o leite e seus derivados apresentam diversos nutrientes que, se eliminados completamente de nossa alimentação, também podem nos causar problemas. A não ingestão de leite e derivados pode levar a uma carência de cálcio, vitamina D, riboflavina e proteínas diversas.

 

O cálcio, sobretudo, é um dos minerais mais importantes para nosso corpo, pois é o responsável pela constituição dos ossos e dentes, além de ser essencial para o funcionamento de várias atividades do organismo, como a contração muscular, a coagulação do sangue, a transmissão de impulsos nervosos e a secreção de hormônios.

 

Por isso, quem opta por cortar o leite de sua dieta deve equilibrar a alimentação, ingerindo doses relevantes de vegetais de folhas verdes, couve, alface, abobrinha, repolho, brócolis, aipo, etc., além de alimentos como feijão, ervilha, salmão, tofu, laranja, amêndoas, e cereais enriquecidos com cálcio.

 

Essas medidas são importantes para evitar o desequilíbrio da flora intestinal que pode trazer alguns prejuízos à saúde gastrointestinal. Uma maneira de evitar tal desequilíbrio é através do uso de probióticos.

 

Eliminar o leite da dieta é a única forma de conviver com a intolerância à lactose?

 

Não. Graças aos avanços da medicina, existem suplementos e medicamentos que podem ser administrados nas dietas de pessoas intolerantes à lactose para ajudá-las a digerir melhor este açúcar ou diminuir os sintomas da intolerância.

 

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