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Saúde Digestiva

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2 meses atrás

Como os probióticos podem ajudar seu intestino

Ouça o episódio do ApsenCast sobre probióticos:

 

 

“Não existe vida sem bactérias”, como já dizia Pasteur.

 

A verdade é que existem bactérias boas e ruins, e nosso corpo não funciona perfeitamente sem elas. Nosso primeiro contato com elas é ainda dentro do útero, através do líquido amniótico. No parto, seja normal ou cesárea, entramos em contato novamente com bactérias externas. Posteriormente, na amamentação, bactérias “do bem” são estimuladas a crescer no intestino na criança, ajudando no bom funcionamento de sua flora intestinal, uma vez que os açúcares do leite materno são essenciais para propiciar o crescimento de bactérias boas, impedir infecções e desenvolver o sistema imunológico e o nervoso central. Conforme crescemos, os alimentos que consumimos trazem novas bactérias, aumentando a diversidade dos microrganismos em nosso corpo, ou seja, de nossa microbiota intestinal.

probióticos

 

 

O que é a microbiota intestinal?

Também conhecida como Flora Intestinal, a microbiota é, em síntese, o conjunto de microrganismos que habitam nosso trato gastrointestinal. Ela compreende bactérias, fungos e afins, que ajudam na digestão de alimentos, produzem vitaminas e protegem o trato digestório intestinal contra agentes agressores. Um adulto saudável possui, em média, de 1 a 2 Kg de microbiota em seu organismo, e as funções exercidas por ela são tantas que ela pode ser quase considerada um órgão à parte em nosso corpo.

 

Qual a importância da microbiota intestinal?

Tudo o que ingerimos influencia em nossa microbiota intestinal, que por sua vez, tem papel fundamental em nosso corpo.

 

Quando consumimos alimentos que garantam uma boa diversidade de bactérias e microrganismos, nossa microbiota entra em equilíbrio, no estágio que chamamos de Eubiose. Quando ingerimos mais microrganismos ruins, há um desequilíbrio em nossa microbiota, que chamamos de Disbiose.

 

Com um crescimento descontrolado de bactérias ruins, por exemplo, a parede intestinal acaba sendo afetado, o que pode ocasionar a síndrome do intestino irritável, e intestino poroso, que gera inflamações e pode causar alterações na produção hormonal, na imunidade, no metabolismo e até mesmo nas funções cerebrais.

 

Mudar a microbiota significa poder mudar seu corpo. Você pode controlar o aumento ou a perda de peso, a maior ou menor produção de hormônios, a aceleração ou retardo do metabolismo, etc. Isso pode ser feito com uma mudança na alimentação, adicionando alimentos probióticos à dieta.

 

O que são Probióticos?

Probióticos são microrganismos vivos, como bactérias, que quando ingeridos em quantidades adequadas, trazem benefícios à nossa saúde e podem ser essenciais para auxiliar no equilíbrio de nossa flora intestinal, promovendo o crescimento de bactérias do bem.

 

Para que servem os Probióticos?

Eles atuam facilitando a digestão dos alimentos e a absorção de nutrientes; fortalecendo a imunidade, fazendo com que o organismo fique menos suscetível a doenças e equilibrando a microbiota intestinal.

 

Ao aumentar as bactérias boas em nosso intestino, os probióticos impedem o crescimento das ruins, ou seja, aquelas que potencialmente podem provocar enfermidades.

 

Por isso, probióticos são essenciais para manter o intestino saudável, o que reflete no bom funcionamento de todo o organismo, diminuindo até mesmo os riscos de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e colesterol elevado.

 

Onde encontrar probióticos?

Os probióticos podem ser encontrados em alimentos como iogurtes, leites fermentados, suplementos, chucrute, kimchee, kombucha, kefir, gengibre em conserva, pepino em conserva, beterraba fermentada, entre outros.

 

Estes alimentos contêm tipos específicos e quantidade adequada de bactérias previamente estudadas, o que traz uma garantia mais saudável para o consumo.

 

Qual o melhor probiótico para o intestino?

É importante ressaltar que, mesmo em probióticos da mesma espécie, seus efeitos no organismo podem ser completamente diferentes. É importante conhecer a cepa do probiótico antes de consumi-lo, e por isso, vários podem ser os probióticos ideais para o intestino.

 

Tudo depende do problema que você deseja sanar com a ingestão de probióticos, e quem pode te auxiliar com essa resposta é um médico especialista.

 

Estudos apontam que determinados probióticos podem ser indicados para o tratamento da diarreia aguda e para a prevenção de diarreia durante o uso de antibióticos, equilibrando a ação do medicamento e protegendo as bactérias boas do organismo. Outros probióticos podem ser usados como auxiliares nos tratamentos de síndrome do intestino irritável, flatulência, e alguns casos de colite.

 

Vários tipos de probióticos se mostram úteis como coadjuvantes no tratamento da constipação intestinal e da prisão de ventre, pois podem melhorar o metabolismo e facilitar a evacuação. Outros podem ser úteis como auxiliares no tratamento do H. pylori e da fadiga crônica, além de algumas doenças neurológicas como o autismo, ou mesmo psiquiátricas, como ansiedade e depressão.

 

Além disso, há probióticos que também auxiliam no tratamento das restrições alimentares, como na má digestão à lactose, em quadros alérgicos, e no tratamento da infecção urinária e ginecológica.

 

Com que frequência posso consumir probióticos?

Como os probióticos promovem o equilíbrio da microbiota intestinal como um todo e, consequentemente, contribuem para a manutenção da saúde humana, é interessante que seu uso seja administrado de forma diária e contínua.

 

No caso de tratamento de doenças específicas, vale a pena consultar um médico especialista, mas em média, seu consumo é recomendado por cerca de 4 semanas. No caso de o paciente não apresentar melhora no quadro, pode ocorrer a troca do probiótico por outro durante mais algum período, sempre sob recomendação médica.

 

Existe uma hora melhor para tomar probióticos?

Muitos palestrantes e estudiosos da área recomendam que a ingestão dos probióticos seja feita próxima das refeições. Alguns médicos não recomendam a ingestão em jejum, pois dependendo do probiótico, o pH muito ácido do estômago poderia neutralizá-los. Entretanto, há estudos que indicam que a eficácia do probiótico não tende a ser diferente em jejum ou após as refeições.

 

Probióticos podem fazer mal?

Via de regra, não há contraindicações para o consumo de probióticos, mas é sempre bom evitar excessos.

 

Em algumas condições raras, como pacientes com doenças graves, ou comprometimento do sistema imunológico, os probióticos devem ser evitados.

 

É fundamental conhecer a formulação do probiótico utilizado, e se há evidências científicas de que as cepas nele contidas são realmente úteis para a saúde. Na dúvida, consulte sempre seu médico!

 

Saiba mais sobre probióticos. Assista ao episódio do Papo de Doutor sobre o tema:

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