Intolerância à lactose: entenda o que é e quais são os graus existentes
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Saúde Digestiva

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4 semanas atrás

Intolerância à lactose: entenda o que é e quais são os graus existentes

Intolerância à lactose é o nome que se dá à condição em que o corpo não consegue digerir totalmente – ou parcialmente – o açúcar natural contido no leite e seus derivados. Isso acontece porque o organismo produz uma enzima chamada lactase.

 

intolerância à lactose

 

Essa enzima, durante o processo digestivo, quebra o açúcar contido no leite e seus derivados, chamado de lactose. Quando este processo da quebra do açúcar é deficiente pela pouca ou nenhuma produção de lactase pelo organismo, a lactose não é bem digerida e vai inteira para o intestino grosso, onde é fermentada por bactérias intestinais, e gases são liberados no organismo neste processo, causando desconfortos como dor abdominal, inchaço, náuseas e diarreia.

 

A intolerância à lactose é mais comum em negros, asiáticos, hispânicos e indígenas, e também em bebês que nasceram prematuramente, por apresentarem menos lactase no organismo porque a produção desta enzima aumenta somente no final do terceiro trimestre da gravidez.

 

Quais são os tipos de intolerância à lactose?

 

A intolerância é dividida em três graus: Leve, moderada e intensa, e varia de pessoa para pessoa, de acordo também com o tipo de intolerância. Os tipos são chamados de:

 

  • Deficiência congênita, que é um distúrbio genético que ocorre quando o organismo não produz nenhuma enzima lactase desde o nascimento da criança. Esse distúrbio só acontece quando os pais também são portadores desse tipo de intolerância. É o tipo mais raro;

 

  • Deficiência primária, que é o nome que damos à produção diminuída da lactose pelo organismo conforme vamos envelhecendo. Costuma aparecer de forma sutil, e ficar mais intensa ao passar dos anos;

 

  • Deficiência secundaria ou deficiência adquirida, que é o tipo em que a produção de lactase é diminuída por conta de alguma doença intestinal, como a doença celíaca, doença de whipple e gastroenterite, por exemplo. Nesse caso, a intolerância pode ser temporária e desaparecer com o controle da doença intestinal que causou a intolerância.

 

Intolerância à lactose e alergia à proteína do leite são a mesma coisa?

 

É importante ressaltar que, apesar de semelhantes, intolerância à lactose e alergia à proteína do leite são condições diferentes. A reação da alergia é instantânea apos a ingestão de leite ou derivados, independente da quantidade da porção, como feridas na pele, problemas no sistema respiratório (tosse, bronquite, por exemplo). Já na intolerância à lactose os sintomas variam de acordo com a quantidade de lactose ingerida.

 

Como identificar a intolerância à lactose

 

Os principais sinais e sintomas são:

 

  • Diarreia;
  • Excesso de gases;
  • Náuseas e vômito;
  • Dores abdominais;
  • Barriga inchada, dor abdominal ou excesso de gases após consumir leite, iogurte ou queijo;
  • Alternância de períodos de diarreia ou prisão de ventre;
  • Falta de energia e cansaço excessivo;
  • Irritabilidade fácil;
  • Dor de cabeça frequente que surge principalmente após as refeições;
  • Manchas vermelhas na pele que podem coçar;
  • Dor constante nos músculos ou articulações

 

Geralmente, os sintomas de quem tem intolerância aparecem entre 30 minutos e 2 horas após a ingestão de derivados lácteos, e tendem a ser mais intensos de acordo com a quantidade ingerida. Ou seja, quanto mais leite e derivados dele ingeridos, mais fortes são os sintomas.

 

Existem exames específicos para o diagnóstico final de intolerância à lactose

 

Além da identificação dos sintomas físicos, existem exames clínicos que podem ser feitos para definir o grau de intolerância de cada pessoa e fechar o diagnostico final da condição. São eles:

 

  • Teste de intolerância à lactose, que é oferecido pelo SUS de forma gratuita e é feito pela coleta de amostras de sangue após o paciente ter ingerido uma dose de lactose em jejum. O resultado é positivo quando a taxa de açúcar no sangue permanece a mesma após a análise de glicose das amostras.

 

  • Exame de fezes, onde é feito a análise da acidez das fezes para diagnosticar a intolerância. Este exame é muito comum para bebês e crianças por ser mais difícil ou impossível realizar os outros testes em pacientes desta faixa etária.

 

  • Teste do ar aspirado: quando se é intolerante à lactose, o gás hidrogênio é produzido de forma alterada. Neste teste, o paciente assopra lentamente um aparelho que mede os níveis de hidrogênio. Em seguida, ingere uma quantidade pequena de lactose diluída em água e assopra novamente o mesmo aparelho a cada 15 ou 30 minutos, num período de 3 horas. O teste é feito em jejum de 12 horas para adultos e crianças maiores de 2 anos, e jejum de 4 horas para crianças de 1 ano de idade. O resultado é dado logo após o fim do teste.

 

  • Biópsia do intestino delgado: Neste teste, é feito a retirada de um pequeno pedaço do intestino delgado via colonoscopia (exame de imagem endoscópico que permite ao médico a visualização do intestino e uma porção do reto, feito sob sedação em consultório e não é necessário internação após a realização do exame), e a amostra é enviada para laboratório de análises. Por ser um exame mais invasivo, ele é menos utilizado. Geralmente é mais solicitado quando os outros exames tiveram seus resultados inconclusivos ou quando os sintomas de intolerância não são clássicos (desconfortos observados após ingestão de alimentos que contêm lactose, mas que não são os citados acima).

 

Tratamentos para intolerância à lactose

 

Em geral, a intolerância à lactose não tem cura, exceto nos casos de deficiência secundária, por ser resultado de uma doença intestinal, e que quando tratada essa doença inicial, a intolerância tende a desaparecer. Porém, os portadores deste distúrbio levam uma vida normal com os tratamentos adequados, que se resumem em adequação alimentar. Inicialmente é feita a retirada total de leite e derivados da dieta, e em seguida ela é adicionada aos poucos para avaliar qual a quantidade suportada pelo organismo sem causar grandes desconfortos.

 

Uma alternativa é a suplementação da enzima lactase, que auxilia na digestão da lactose.

 

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