Intolerância à lactose e alergia às proteínas do leite de vaca: qual a diferença? - Apsen Farmacêutica - O cuidado que transforma!
Siga-nos!

Siga-nos


Saúde Digestiva

Encontre aqui no blog Lactosil matérias sobre os benefícios do leite e seus derivados, o universo da gastroenterologia como a restrição alimentar e a má digestão da lactose, receitas e qualidade de vida e bem-estar.

30 de abril de 2021 (3 meses atrás)

Intolerância à lactose e alergia às proteínas do leite de vaca: qual a diferença?

Você pode até achar que as duas coisas são iguais, mas, entre intolerância à lactose e alergia às proteínas do leite de vaca existem, sim, diferenças. Alguns sintomas podem ser parecidos e a incompatibilidade com o composto está presente em ambas, mas, quando pensamos em causas e tratamentos, é necessário que o diagnóstico seja claro e objetivo.

 

intolerância-alergia 

 

 

Intolerância à lactose e alergia às proteínas do leite de vaca são a mesma coisa?

 

Em linhas gerais, a intolerância à lactose ocorre quando o organismo não é capaz de fazer uma digestão adequada, tendo como sintomas gases, diarreia e náuseas. Clicando aqui você pode saber um pouco mais sobre a lactose.

Já no caso da alergia às proteínas do leite de vaca, o que ocorre é que o organismo vê as proteínas do leite de vaca como um agressor e precisa combatê-lo. Nesses casos, fazem parte dos sintomas: diarreia, vômito, dificuldade para respirar, erupções na pele, coceira e até sangramento intestinal.

Pensando no leite, por exemplo, a pessoa que é intolerante à lactose enfrenta dificuldades para produzir a enzima responsável pela sua digestão. Na alergia às proteínas do leite de vaca, o sistema imune irá “lutar” para rejeitar a bebida e os sintomas rapidamente surgirão.

 

 

Como saber se tenho intolerância à lactose ou alergia às proteínas do leite de vaca?

 

Para diagnosticar intolerância ou alergia, o médico, geralmente da especialidade de gastroenterologia, irá suspender ingredientes e compostos a fim de compreender qual é o verdadeiro vilão ao seu organismo.

Posteriormente, testes e exames são solicitados para verificar a fundo o que está acontecendo:

 

  • Teste respiratório: nele, o paciente sopra, de forma lenta, um aparelho que mede quanto de hidrogênio há em sua respiração. Quando é comprovada a presença do gás, confirma-se a intolerância à lactose;

 

  • Exame de sangue: são realizadas coletas de sangue em jejum e após a ingestão de lactose concentrada. A seguir, o sangue é colhido para verificar possíveis alterações. Caso os níveis de açúcar não apareçam alterados, a lactose é diagnosticada como vilã.

 

 

Como suplementos alimentares podem auxiliar na intolerância à lactose?

 

Quando falamos em intolerância à lactose precisamos esclarecer que o principal açúcar do leite é a lactose – formada por dois monossacarídeos: a glicose e a galactose e que, para digeri-la, é necessário que a enzima chamada lactase esteja equilibrada.

Uma vez que há déficit ou produção insuficiente de lactase, há intolerância à lactose. Diferentemente da alergia, que ocorre quando o sistema imunológico vê o alimento como algo estranho e que precisa ser rejeitado.

Para auxiliar em algumas sensações causadas pela má absorção da lactose, algumas opções podem ser implementadas na rotina, buscando a melhor qualidade de vida e mais conforto para aqueles que sofrem pelos efeitos da lactose no organismo.

Entre eles, está a suplementação de lactase, opção ideal para quem não quer abrir mão de queijinhos e demais alimentos provenientes do leite.

 

 

A suplementação de lactase nos casos de intolerância à lactose

 

Para os amantes de leite, iogurtes, requeijão, queijos e tantas outras opções à base do ingrediente, químicos e farmacêuticos correram atrás e encontraram uma fórmula quase mágica para que a ingestão de alimentos assim não fosse proibida aos intolerantes: foi assim que a enzima lactase passou a ser escolhida pelos intolerantes.

Essa é uma forma de não perder as propriedades nutricionais já rotineiras na dieta dos adoradores do leite e seus derivados, além de proporcionar liberdade ao escolher e participar de eventos sociais, por exemplo.

Para isso, o intolerante à lactose deve ter alguns momentos de atenção:

 

  • Alguns alimentos não são necessariamente derivados de leite, mas podem conter o ingrediente em sua preparação, como bolachas, molhos de salada e até cerveja!

 

  • A enzima lactase associada ao probiótico pode ser consumida 1x ao dia, e esta dose diária recomendada não deve ser extrapolada sem a orientação do médico ou nutricionista, é sempre importante consulta-los.

 

 

Quais são os benefícios da lactase?

 

Além da praticidade, a lactase é providencial para que a ingestão de cálcio, presente no leite, continue, uma vez que leite e derivados são, sem dúvida, a fonte mais importante de cálcio alimentar.

Para crianças, adolescentes, grávidas e mulheres menopausadas, o elemento é mais do que necessário, não podendo ser encontrado da mesma forma em outros alimentos de origem animal ou vegetal.

Para simplificar, em uma porção de leite de 240g de leite há 300mg de cálcio, dos quais 96g significam o cálcio absorvido pelo organismo humano.

Quando pensamos além, sobre os 70% da população mundial que não digerem lactose, a suplementação com lactase se prova como a melhor opção, já que permite a ingestão dos alimentos com leite e derivados sem mudanças bruscas de rotina e dieta e sem a perda dos nutrientes neles encontrados.

 

 

 

Fontes

ABERJE

UOL

El País

Mais em Saúde Digestiva